17 características do PostgreSQL que fazem falta no Oracle

Bom… todos sabem que o Oracle possui uma miríade de recursos bacanas e interessantes. Alguns deles o PostgreSQL realmente não tem, e alguns eu acredito que nunca terá (até porquê a equipe do PostgreSQL tem uma visão diferente em vários pontos da Oracle). Não estou dizendo que o PostgreSQL é melhor que o Oracle ou vice versa… estou dizendo apenas que escolher um SGDB não é como escolher uma roupa para dar de presente. Não basta olhar a marca e se deslumbrar com comerciais fantásticos, shows de luzes e coquiteis luxuosos. Você tem que conhecer as funcionalidades de cada um e saber onde está entrando. E o que quero demonstrar aqui é que o PostgreSQL também revela suas qualidades! É comum pessoas perguntando sobre recursos que o PostgreSQL tem que o Oracle não tem… aqui vai uma pequena lista. Por favor sinta-se a vontade para acrescentar novos itens nos comentários.

  • Readline: para quem está acostumado com o bash, sabe como é bacana poder utilizar algumas facilidades providas por esta maravilhosa biblioteca. Completar comandos e histórico de comandos são duas coisas que tornam a experiência em modo texto muito agradáveis. Eu sei que o SQLPLUS tem muitas funcionalidade interessantes, mas o psql é realmente uma ferramenta muito mais agradável devido ao uso do Readline e para mim isto significa perda de produtividade e aumento na curva de aprendizado do SQLPLUS.
  • Maior flexibilidade com as linguagens com as PLs. O PostgreSQL tem suporte ao PL/pgSQL, está implantando o PSM e tem suporte a PL/Python, PL/Ruby, PL/PHP, PL/PERL etc. E ainda tem a possibilidade de cria-las no modo TRUSTED e UNTRUSTED. Isso é uma mão na roda e aproxima muito o time de desenvolvedores dos DBAs.
  • LIMIT e OFFSET, estas duas cláusulas não fazem parte do padrão SQL, mas a maioria dos SGDBs implementam. Se você tiver que paginar páginas de uma consulta (coisa que você sempre deve fazer ao retornar mais de 100 linhas numa página web por exemplo) utilizando o ROWNUM, você verá que o mundo poderia ser mais simples.
  • Uma das primeiras coisas que eu descobri quando comecei a utilizar o Oracle: você não pode criar uma tabela e colocar uma sequência como valor padrão para um campo. Isto é só um pequeno detalhe, mas convenhâmos, é bem prático utilizar um insert sem ter de lembrar o nome da sequência atrelada ao campo;
  • O Dollar Quoting é uma característica do PostgreSQLque nos permite evitar situações incômodas onde precisamos escapar aspas simples e duplas. Quando se utiliza PL, isto pode se tornar um tanto incômodo. Além disso o Dollar Quoting é um bom aliado na luta contra o SQL Injection
  • Algo irritante no Oracle é o nome atribuído a objetos criados implicitamente. Se você cria uma chave primária e não atribui um nome explicitamente, tanto o PostgreSQL quanto o Oracle atribuem um nome para a sua PK. Mas enquanto o nome atribuído pelo Oracle é algo como SYS1328909 o PostgreSQL utiliza nomes muito mais inteligentes, através de um padrão de nomenclaturas inteligível. Num ambiente de testes onde os desenvolvedores esqueçam de atribuir todos os nomes explicitamente, o caos passa a reinar rapidamente nos nomes de objetos do Oracle.
  • Se você quer uma funcionalidade avançada que o PostgreSQL oferece, ela se chama GiST. O GiST é uma infraestrutura para a criação de novos típos de índices para novos tipos de dados. Com ele é possível criar aplicações com demandas muito específicas com um excelente desempenho sem muito esforço. É claro que não é qualquer um que vai utilizar isso (assim como não é qualquer um que utiliza uma série de funcionalidades avançadas do Oracle), mas o leque de opções que isto abre é enorme. Existem algumas implementações de índices utilizando o GiST prontos para você utilizar. Eles mostram o poder de adaptação que o PostgreSQL possui para demandas específicas.
  • Conformidade com o padrão SQL2003. Sim… o Oracle possui diversas coisas estranhas como usar o VARCHAR2 ao invés de VARCHAR, não utiliza o as visões do catálogo de sistema padrão e inúmeras coisas estranhas que são heranças antigas do Oracle que parecem que não tem melhorado muito nas últimas versões. O tipo de dados TIMESTAMP por exemplo, só surgiu na versão 9i. O mais simples tipo de dados, o BOOLEAN simplesmente não existe no Oracle. Se você quer saber mais sobre isso, compare você mesmo a lista de compatibilidade do Oracle e do PostgreSQL.
  • Melhor integração com o SO. Você já atualizou uma Distribuição Linux com um Oracle instalado? Prepare-se para muita dor de cabeça, pois o processo é no mínimo delicado. Para quem utiliza uma distribuição Linux como o Debian, isso mal passa pela cabeça do DBA. Você atuliza o SO junto com o PostgreSQL e pronto. Outra coisa interessante é que você pode utilizar os redirecionamentos do shell para jogar a saída de uma exportação direto na entrada de uma importação. Isso economiza tempo de disco. Na verdade o PostgreSQL se ajusta muito bem com o Padrão POSIX, enquanto a Oracle insiste em criar suas próprias regras como o OFA (Optimal Flexibe Architeture).
  • Você pode subir um Oracle num 486?? O Oracle é pesado, um verdadeiro dragão devorador de recursos. A versão 11g que foi lançada recentemente pede um mínimo de 1GB de memória no servidor. O PostgreSQL é bem mais flexível neste sentido. Você pode subir um PostgreSQL para testes no seu próprio desktop em 2 minutos e já sair testando sem ter que se preocupar muito com isso. Eu particularmente chego a ter 2 ou 3 versões do PostgreSQL rodando no meu desktop sem problemas. Agora dê uma olhada no procedimento de instalação do Oracle e você verá porquê poucas pessoas sabem colocar ele no ar de maneira adequada!
  • Suporte a um número maior de arquiteturas. Por incrível que pareça, o Oracle não roda no FreeBSD por exemplo. Vale a pena comparar as arquiteturas suportadas pelo Oracle e PostgreSQL.
  • Independência de suporte. Todo mundo pergunta se o PostgreSQL tem suporte confiável no Brasil. Tem sim, não vou me pronunciar a favor de um ou outro aqui, mas temos empresas muito competentes aqui no Brasil. Mas alguém já se perguntou como é o suporte da Oracle??? Como eles são detentores do código fonte do Oracle, só eles podem lhe oferecer um contrato de suporte mais profundo. Pergunte a um DBA Oracle como é o suporte da Oracle e você irá se surpreender! Já no PostgreSQL você não encontra este problema, você pode escolher a empresa que vai lhe prestar suporte. Se você não gostou do suporte de uma empresa… chame outra! Está com medo de ninguém segurar o rojão quando um problema mais sério acontecer? Quem disse que a Oracle não vai lhe deixar na mão? Bom, quer conhecer o suporte da Oracle, saiba o que mais de 90% das pessoas conhecem por suporte é na verdade apenas o acesso ao Metalink. Mas suponhamos que você precise de algo um pouco específico mais onde o Oracle não lhe atende? Bom, o mais provável é que a Oracle lhe diga NÃO ou se você der sorte estará diante de um orçamento monstruoso. Se você precisar de algo diferente no PostgreSQL, você pode entrar em contato com qualquer um dos seus desenvolvedores (existem alguns no Brasil) e solicitar uma nova funcionalidade. Você vai pagar apenas as horas de desenvolvimento dele e se ele achar que a funcionalidade é importante, você provavelmente verá ela implementada na Próxima versão do PostgreSQL e nunca mais terá de se preocupar com isso. Acredite ou não, várias funcionalidades do PostgreSQL que você usa hoje, surgiram assim. Veja o exemplo dos SkyTools. Existem empresas menores que tem contratos de manutenção com desenvolvedores do PostgreSQL e utilizam versões modificadas com particularidades mais bizarras e funcionam sem problemas. Um detalhe… se você não gostar do desenvolvedor, você simplesmente contrata outro, uma vez que você não precisa estar amarrado a ele.
  • Acesso aos desenvolvedores. Você já perguntou alguma coisa a um desenvolvedor do Oracle? No postgreSQL isso é tranquilo, basta entrar na lista de discussão dos desenvolvedores. Um exemplo de como isso pode ser útil é saber o que esperar das próximas versões. Todo o ciclo de desenvolvimento é transparente, você sabe o que será implementado na próxima versão, e o que estão querendo implementar nas próximas. Saber para onde o seu SGDB vai dá muita segurança para o DBA.
  • Acesso aos paths de correção independente de pagar licenciamento. Todo mundo fica com o orçamento apertado durante algum tempo. Mas se você deixar de pagar o suporte da Oracle, prepare-se para ficar vulnerável. As atualizações só estão disponíveis para quem está com seus pagamentos em dia;
  • Você não precisa fazer um curso sobre licenciamento antes de iniciar o uso do PostgreSQL. Independente do custo das licenças, saber quais recursos você vai precisar licenciar com a Oracle, é um verdadeiro tormento. A cada versão as opções de licenciamento mudam e um número maior de opções pagas separadamente são oferecidas. O Oracle Forms começou como uma ferramenta gratúita que numa nova versão passou a ser paga e hoje está sendo descontinuada. Muitos orçamentos estouram porquê no meio do projeto se descobre que uma funcionalidade importante não foi prevista no contrato de licenciamento. Isso quando você não instala opções não licenciadas sem querer. Para licenciar um Oracle, você deve começar lendo “Software Investment Guide” que é um documento de 61 páginas explicando quando uma licença se aplica ou não, dependendo da arquitetura de SGDB que você quer montar. Depois precisa conhecer a diferença entre as 5 versões básicas do Oracle: “Express Edition”, “Personal Edition”, “Standard Edition”, “Standard Edition One” e “Enterprise Edition”. Aí você vai ter que conhecer cada uma das 15 opções do Enterprise Edition que são licenciadas a parte e ver se você vai precisar de algumas delas no seu projeto. Depois disso você precisa conhecer as opções de licenciamento e definir a melhor métrica a ser utilizada: por processador ou por usuários nomeados. Pronto, agora é definir o número de licenças para a sua arquitetura dentro da métrica escolhida e multiplicar pelo custo da licença de cada componente que você vai comprar. Não esqueça de incluir no mínimo o suporte standard da Oracle que custa em média 20% do custo total das suas licenças ao ano. Este custo só lhe dá acesso ao metalink, que inclui uma base de conhecimento, acesso aos paths de correção e pedidos de suporte via web. Se você quiser um suporte de verdade, aquele que você acha que o PostgreSQL não tem então você vai ter que fazer um novo estudo de custos baseado no SLA desejado.
  • Linux é Linux, não importa qual distribuição você utilize. O Oracle roda em qualquer distribuição Linux atual. Eu já utilizei por um bom tempo em Debian e fiquei muito satisfeito com o resultado. Mas se você deseja ter qualquer nível de suporte da Oracle, você só vai poder utilizar 3 ou 4 distribuições homologadas por eles (incluindo a versão da própria Oracle que é uma cópia do Red Hat). Isto não significa que estas são as melhores distribuições Linux do mercado (embora sejam muito boas). A questão é que você não pode escolher. Da mesma forma, não é qualquer hardware que você pode utilizar para para rodar o Oracle, tem que se um hardware homologado. Estes dias vi que a Oracle homologava algumas soluções de NFS fornecido por terceiros. Isto significava que se você comprasse uma solução de NFS de um dos parceiros homologados pela Oracle, eles lhe dariam suporte. Depois a Oracle desistiu da parceria e deixou de homologar estas soluções (pois ela lançou sua própria versão de NFS). Quem comprou a solução indicada pela Oracle simplesmente deixou de ter uma solução homologada, o que significa: nada de suporte para você.
  • Poder publicar benchmarks! Você já viu um artigo com uma comparação entre desempenho do PostgreSQL e o Oracle? Não? E provavelmente não verá. A Oracle pode processar qualquer um que publique testes de desempenhos comparativos com o Oracle sem a sua autorização. Isto faz parte do licenciamento do Oracle. Assim é fácil dizer que é mais rápido sempre! Aliás, vou te dizer que o PostgreSQL pode ser utilizado em projetos que envolvam tecnologia militar, pode ser utilizado por cubanos e iraquianos, brasileiros, etc, etc, etc…

30 comentários sobre “17 características do PostgreSQL que fazem falta no Oracle

    • Bom dia Telles. adorei a sua publicação. Vou fazer um trabalho em minha Pos-Graduação sobre AVALIAÇÃO SGBD PROPRIETÁRIO X SGBD LIVRE Prós e Contras. Caso tenha algun outro material
      poderia me ajudar.

      Antecipadamente obrigado.

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  1. Pingback: SAVEPOINT » 16 características do Oracle que fazem falta no PostgreSQL

  2. Poxa, não estou acompanhando a lista como deveria, tá tão legal a discussão! Dollar Quotting, LIMIT e OFFSET são muito úteis mesmo. Pena que o PSM não entra logo na próxima versão, creio que ajudaria na migração de MySQL (já tem gente usando PSM no MySQL? não sei), e DB2, que se não me falha a memória, usa PSM também!

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  3. Cara, parabens pelo artigo, ótimo, hoje durante a aula eu e uns colegas estavamos discutindo sobre Oracle e PostgreSQL.
    Obrigado pela ajuda, vou repassar o link para os colegas

    Abraços

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  4. Parabéns pelo artigo…
    Muito bom mesmo…
    Há tempo que esperava por uma comparação deste tipo…
    Até mesmo para eu defender o Postgre (software que uso) perante ao Oracle na faculdade :OP

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  5. Pingback: SAVEPOINT » O que aprendi com o blog

  6. Parabéns pelo post.

    O que vejo de mais interessante é possibilidade de explorar o PostgreSQL de acordo com a minha necessidade, principalmente quando se trata de integração com Linux.

    Como sabemos, existem boas ferramentas de monitoramento para Oracle e algumas poucas para PostgreSQL … mas se não existe algo que eu preciso, faço eu mesmo, seguindo estes passos:
    – pesquisar
    – aprender
    – criar
    – testar
    – distribuir

    É como li uma vez na lista pgsql-br:
    “Software Livre: conhecimento ao alcance de todos”
    😀

    Abraço.

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  7. Muito bom o artigo…

    Já trabalhei com PostgrSQL e hoje trabalho com Oracle.
    Realmente o Oracle tem um mundo de opções para se navegar nele, mas estas que você citou, ele deixa a desejar

    Abraço

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  8. Sensacional! Pena que eu só vi seu artigo agora. Tem alguma atualização? Normalmente eu fico quieto nas discussões para não passar por fundamentalista radical e fanático.

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  9. Telles,

    Dentro da minha experiência com Oracle (desde 1997) e te confesso que o mais irritante (além da instalação chata) é parametriza-lo, que consome um bom tempo para “tunar” o “motor V12”, claro, salvo as devidas aplicabilidades o resto é jóia. Ao passo que o PG é pá e bola.

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  10. Telles,

    A quanto tempo você não trabalha com Oracle? Infelizmente descordo de você em tudo que não infere em custo. O Oracle realmente é caro e precisa de mais recursos que o Postgres, mas o Postgres está muito longe do Oracle na minha opinião.

    Apesar de válida essa análise achei muito tendenciosa, sou DBA Oracle ha uns bons anos e acho que talvez você pudesse olhar a coisa com outros olhos, se quiser podemos dar continuidade a esse assunto polêmico, acho bem saudavel, mas enquanto o Postgre não tiver o Active Data Guard, RAC, RMAN, ASM, etc robusto como no Oracle acho dificil competir com ele, sem falar ao suporte a C dentro do banco… bom vamos continuar o papo se quiser…

    Grande abraço…

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  11. Caio, eu sou DBA Oracle atualmente, não estou trabalhando ainda com o 11g, apesar de ter lido sobre as novidades.

    * O nome do banco de dados é ‘PostgreSQL’ ou você pode chamar de ‘postgres’, mas nunca chame ele de ‘Postgre’.

    * De fato eu sei que o Oracle tem inúmeros recursos que o Oracle não tem. Eu tentei não ser tendencioso, mas é claro que eu gosto do Postgres. Veja que eu escrevi o contrário também: https://savepoint.blog.br/16-caracteristicas-do-oracle-que-fazem-falta-no-postgresql/

    No entanto vega, algumas coisas são questionáveis:

    – Active Data Guarde. O PostgreSQL não tem ainda, mas está previsto para a versão 8.5 . Este é considerado um calcanhar de aquiles, mas o seu desenvolvimento está em atividade acelerada.

    – RAC. Bom, o RAC é algo complexo. Há uma longa discussão sobre o princípio do Cluster Shared All. De fato ele é mais simples de implantar e administrar do que o Shared Nothing, mas não é a única solução possível. Veja que já há soluções de alta disponibilidade para o PostgreSQL rodando em ambiente bancário crítico. Mas ok, o Postgres não tem RAC. Alias, só a Oracle tem RAC, ninguém mais tem.

    – O RMAN é algo complicado. Ele é uma ferramenta fantástica, também acho que é algo que faz falta no Postgres, mas em bases muito grandes, nem o RMAN salva, só as ferramentas de snapshot e stand by resolvem. Mas ok, falta o backup incremental no Postgres.

    – O ASM é uma opção que o Postgres decidiu que não é interessante. O Postgres é um SGDB, não um sistema de arquivos. O ASM é bom, mas muita gente prefere não utilizar. Há bons motivos para isso: ferramentas de storage e LVM que atendem a muitas funcionalidades do ASM sem transformar seu sistema de arquivos numa caixa preta.

    – Agora o suporte ao C dentro do banco… aí você escorregou no tomate. O suporte a C do PostgreSQL é simplesmente fenomenal. Vale a pena conhecer um pouco. O suporte a linguagens dentro do PostgreSQL um dos pontos altos do PostgreSQL, melhor tomar cuidado com este ponto.

    – Em termos de robustez, vou lhe dizer que todo banco de dados corre perigo. Acho que a documentação do Oracle tem recomendações muito boas sobre como tornar a sua instalação mais confiável, coisa que falta no PostgreSQL, mas a maioria das ferramentas importantes como o Point In Time Recovery estão lá. Talvez a possibilidade de criar logs de transação replicados automaticamente fosse interessante, mas na era do RAID 10 não é indispensável.

    Agora, você dizer que não concorda com alguns pontos, exceto pelo custo… acho melhor você abrir sua mente. Não estou dizendo que o Postgres é melhor que o Oracle, estou dizento que há pontos onde o Oracle poderia melhorar, e muito. Mas se você parar para pensar um pouco, há pontos que são assim de propósito. A Oracle tem uma estratégia, e nem sempre esta estratégia visa melhorar a vida dos seus usuários. A estratégia de uma empresa é fazer o necessário para ganhar mais dinheiro. Lembre-se disso!

    MAIOR != MELHOR

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    • Parabéns Telles. Artigo simplesmente fantástico… Acabei de ler as vantagens do Oracle e agora li as do PostgreSQL.
      Trabalho com Postgres há pouco tempo e já estou fascinado com ele e, depois destas explanações então…
      Eu estava procurando as “vantagens e desvantagens do Postgres” e acabei achando matérias como essa: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Teste-de-estresse-entre-software-livre-e-solucoes-proprietarias/?pagina=1

      Realmente estou muito satisfeito com este SGBD (entendo que há a falta de algumas funcionalidades) mas acho que principalmente (mas não somente) julgando pelo custo-benefício (salvo situações específicas) não há nada melhor…

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  12. É bom sempre termos discussões sobre todos aspectos relativo a tudo em nossa vida, mas como DBA Oracle eu não vi nesse comentário os recursos que o Oracle proporciona e a tendência é que sejamos sempre a favor do que nos convém.
    Acredito na veracidade do relato, mas seria bom colocar as vantagens que o Oracle tem sobre seus concorrentes.

    Parabéns pelo artigo.

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  13. Olá Fabio,

    Parabéns pelo artigo. E vou dizer, concordo plenamente contigo em diversos pontos, tais como:

    – Suporte da Oracle

    Tanto telefônico, metalink ou Consulting. LIXO! Tem DBA que trabalha na Oracle e não sabe mexer em Materialized Views. E colocam uns indianos para falar inglês! Horrível.

    – Gesso nas distribuições Linux

    Concordo, com o Postgres tu instalar rapidamente e facilmente em qualquer distribuição. Oracle é totalmente regrado. Chato!

    – GORDO!

    Sim, ele pega um canudinho e enfia na sua memória e CPU. Consome mesmo, culpa disso, que agora seu CORE é composto em 60% por códigos JAVA e outros ainda no C, JAVA com sua jvm, detona a máquina.

    Só não concordo em um ponto. Esse:

    “Poder publicar benchmarks! Você já viu um artigo com uma comparação entre desempenho do PostgreSQL e o Oracle? Não? E provavelmente não verá. A Oracle pode processar qualquer um que publique testes de desempenhos comparativos com o Oracle sem a sua autorização. Isto faz parte do licenciamento do Oracle. Assim é fácil dizer que é mais rápido sempre! Aliás, vou te dizer que o PostgreSQL pode ser utilizado em projetos que envolvam tecnologia militar, pode ser utilizado por cubanos e iraquianos, brasileiros, etc, etc, etc…”

    A oracle publica sim seus benchmarks e alias, existe uma organização que audita e valida os resultados no mercado, que serve como pesquisa para as empresas, e a TPC.org, a Oracle é obrigada a publicar os testes, métricas, códigos, hardware e configuração do hardware que foi utilizado em cada teste. Lá poderá ver desempenho de comparação com DB2, SQL Server e outras versões comerciais.

    Abraços,

    Rodrigo Almeida

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    • Então, os benchmarks são exatamente o que eu disse. Você não pode publicar. Leia a licença de uso. Você pode ser processado se o fizer. Lembre-se que você tem uma licença de uso. A licença diz o que você pode e não pode fazer.

      Agora, a própria Oracle pode sim, claro. Ela sempre vai fazer isso. O TPC é um caso exemplar. A Oracle faz parte do TPC. Você tem que pagar para fazer parte dele. Há anos atrás, havia um boato de que a Oracle fez ajustes de desempenho no Oracle exclusivamente voltados para melhorar a performance no TPC-C. Isso pode ser boato, mas o fato é que não há nenhum teste com o Oracle publicado com a versão mais moderna dele, o TPC-E. Veja também que o fabricante de hardware que desejar publicar um teste no TPC utilizando o Oracle, precisa da benção, senão continua não podendo, ok?

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  14. Olá Fábio, apenas como sugestão eu acrescentaria mais um a lista, identificadores longos no Postgres, no Oracle até a versão 11g, ainda não testei a versão 12c, o limite era de 30 caracteres para qualquer objeto que fosse nomeado no banco, quando excedia o limite uma mensagem de erro logo surgia: ORA-00972: identifier is too long, Em projetos Multi SGBDR, isso era um stress a mais. O Postgres, nesse sentido era mais robusto, nada contra o Oracle, é um excelente SGBDR, mas ninguém é perfeito.

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  15. Pingback: Oracle X PostgreSQL - Parte I: Semelhanças - Savepoint

  16. Telles… olá… Ótimo seu artigo, vendo que ele é de 2007 e que seu último comentário foi de 2014 mês de agosto, e considerando as novas ferramentas implantadas nas versões 9.4, em sua opinião, implanto um banco PostgreSQL? Para uma aplicação critica hoje neste outro banco…. Lembre, implantação nova já que o que temos quero substituir… imagine… migração mesmo… com códigos sendo rescritos… tudo novo ou remodelado…. QUE TERROR!!! Que acha?

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      • Obrigado… Ótimos coesos, iguais a este… Já temos uma assessoria trabalhando conosco aqui na Holding Brasil. Foi mais uma pergunta retórica, pois trabalho desde a versão 8.4 do PostgreSql e convertemos nossas bases Brasil nas quatros filiais. A a Holding, continua Oracle 11.1. Curioso foi que após oito anos conseguimos demostrar que o custo/beneficio é melhor e estamos terminando a migração do nosso SGDB no Brasil, para o PostgreSql, também na Holding …

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  17. Olá Telles, vendo o seu artigo em 2016 vejo que se tornou uma referência para quem irá / estar usando o PostgreSQL. Antes de mais nada quero lhe parabenizá-lo por este feito!
    Eu até então, uso o Firebird e estou migrando o meu BD para o PosgreSql. Já usei o Oracle, MySql e Sql Server. No momento só estou sentindo falta de uma ferramenta tipo ibExpert para o firebird, Management Studio do Sql Server.
    Você pode me indicar uma boa ferramenta para trabalhar para o PostgreSql? Estou usando o pgAdmin III. Não é que ela é ruim, mais não tem as mesmas facilidades como code complete e tal..
    Bem, não quero estender muito.. no mais obrigado.

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