Parte I – Semelhanças

Parte III – Vantagens do PostgreSQL

Comparar dois produtos com longa história e com comunidades vibrantes é sempre complicado. Quando publiquei minha comparação entre Oracle e PostgreSQL em 2007, muitos comentários de pessoas que não conheciam Oracle ou PostgreSQL surgiram. Uns dizendo que o Oracle não fazia isso ou aquilo e na verdade faz e o inverso também. Por isso me dei ao trabalho de falar sobre as semelhanças primeiro.

O que eu achei interessante relendo os artigos de 2007 é que a lista de hoje deverá se renovar bastante, pois muitas coisas que eu sentia falta naquele tempo foram implementadas no PostgreSQL e outras eu não considero mais tão importantes atualmente. Então teremos uma lista bem diferente agora, vamos à ela:

10 respostas

    1. Lucas, certificação é um tema para lá de polêmico. Apesar de ajudar em licitações de órgãos públicos, as certificações em geral são mais um pedaço de papel, como são as licenças de uso de software. Mais uma forma de se ganhar dinheiro. O fato de alguém de uma certificação OCP da Oracle não garante de forma alguma que ele seja um bom DBA. Ao contratar um DBA prefiro conhecer e testar o que ele sabe fazer, e não as certificações que ele possui.

      1. O conhecimento vem antes de um diploma, a certificação talvez se encaixa como um adicional, mas você tem razão.. ter uma certificação as vezes não quer dizer nada.

        1. Conhecimento não vem com certificação ou diploma.

          De qualquer forma, existe certificação Postgresql.

          1. Existe a certificação da EnterpriseDB, mas não uma certificação oficial endossada pelos desenvolvedores do PostgreSQL. Existem algumas outras menos conhecidas, também não endossadas. É um discussão antiga. É provável que nunca venha a existir uma certificação oficial do PostgreSQL. Pelo menos eu não contaria com isso.

  1. Telles, primeiramente parabéns pelo artigo.

    Com relação ao COMMIT dentro de PL, não ficou claro, não deu pra entender a sua experiência.

    Pessoalmente, eu também não vejo como positivo COMMIT / ROLLBACK. Para o rollback ainda temos um contorno, que seria o uso de SAVEPOINTS, mas acho que você não era sobre isso que se referiu.

    Não há nenhum impedimento para usar esses comandos dentro do seu PL. Se os programas estão bem estruturados, para atender à uma situação específica em que eles realmente sejam necessários, via de regra isso não é problema algum. O que não pode, é colocar isso em camadas onde um programador menos familiarizado com o sistema poderá invocar inadvertidamente sem conhecer o seu resultado.

    Eu tenho 22 anos de TI, e já “xinguei” muito coisas assim, mas com o amadurecimento, percebi que na grande maioria das vezes a culpa não está nos comandos, e sim na forma como orquestramos os mesmos dentro da aplicação.

    E nisso, pego um gancho para o Autonomous Transaction. Pra mim, uma das melhores coisas que a Oracle já fez, tenho rotinas de LOGs em tabela que não existiriam se não houvesse este recurso. Como você faria pra gravar um log direto no banco sem ter que armar uma extensa parafernalha para tratar esse log posterior à uma exception com rollback por exemplo ? Não é impossível, mas convenhamos, dá um trabalho do cão.

    Abraços
    Edson Gonçalez

  2. Duas atualizações importantes:
    – O PostgreSQL 10 reescreveu completamente a parte de particionamento e fez do jeito certo. O Oracle ainda tem algumas funcionalidades avançadas em particionamento muito interessantes, mas deixou de ser uma grande vantagem em relação ao PostgreSQL;
    – O Parallel Query foi lançado no PostgreSQL 9.6 e melhorou muito no 10. Continua não existindo nem deverá existir algo como um cluster shared all no estilo do Oracle RAC. Mas fazer uma consulta quebrar em vários processos independentes já é uma realidade e funciona muito bem. Claro que você pode combinar o sharding com FDW (Foreign Data Wrapper), Particionamento e o Parallel Query para quebrar consultas enormes e distribuir a carga em vários servidores. Mas aí estamos falando de cluster shared nothing, que é diferente do RAC.

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